18 de novembro de 2020

As reações do corpo diante do trabalho, pressão e pandemia


O corpo é nossa grande máquina de sobrevivência

Para a doutora e mestre em Comunicação, Simone Bambini, “a pandemia tornou visível a nossa vulnerabilidade diante desse ataque inescapável da nossa sobrevivência, diária, tanto no trabalho como nos estudos”, analisa. Nesse sentido, a especialista comenta como o corpo humano costuma reagir diante de situações de pressão, como as impostas pela quarentena e outras questões relacionadas ao universo corporativo, nesse momento. Veja:

Nosso sistema nervoso foi preparado para reagir: trata-se de uma resposta diante de qualquer ataque ameaçador à nossa vida. Assim, quanto mais resolvemos essa situação, nosso corpo reage novamente. Contudo, “se permanecer em estado de alerta constante, a carga residual será liberada nas mais diversas formas, como a ansiedade, síndrome do pânico, depressão, dores crônicas nas costas, no peito e no estômago, enxaquecas, etc”, explica a especialista.

Cultura organizacional ainda controladora: infelizmente, muitas companhias ainda hoje se asseguram em um sistema de controle. Muitas organizações se revelaram incomodadas com o desprendimento de alguns colaboradores ao aparecem nas teleconferências de pijama, cabelos em desalinho e olhos inchados de sono. Ou, então, o horário o qual respondem os e-mails. Por que antes desse tsunami sanitário o retorno aos e-mails a qualquer hora do dia e aos grupos de WhatsApp do “time do trabalho” nos finais de semana ou fora do horário de expediente não os importunava? O home office abalou o nosso espírito de equipe?

Pandemia torna visíveis as vulnerabilidades do corpo: para corresponder à eficiência produtiva exigida, sobretudo pelas instituições, é preciso saúde e isso está nos faltando em função de nossa vida estressante, agravada com o advento da pandemia e gerando sintomas como a síndrome de burnout. Logo, seguimos disponíveis 24 horas e nem percebemos.

O que tem tirado seu sono?

De acordo com a pesquisa inédita no Brasil, quase metade da população (44%) está tendo mais dificuldades para dormir por conta das mudanças de rotina provocadas pela quarentena e 47% buscam soluções para melhorar a qualidade do sono, entre elas meditação, exercícios físicos, boa alimentação, medicamentos e tecnologias de aplicativos, nessa ordem. O estudo foi realizado com 780 pessoas em todo o país, entre 27 de maio e três de junho, quando grande parte delas já estava em isolamento há mais de 60 dias. A iniciativa é da empresa global de inovação corporativa The Bakery, a qual possui uma unidade no Brasil e atuação em mais de 30 países.

Segundo diretora do programa e especialista em bioquímica, Ana Cláudia Rasera da Silva, apesar de 83% dos respondentes estarem ativos no mercado de trabalho, apenas 22% do total disseram ter medo de perder o emprego: “Pedimos para elencarem as três maiores preocupações nesse período e as questões relacionadas à saúde se destacaram. Em primeiro lugar, perder alguém próximo vítima do coronavírus (69%). Ficar doente foi apontado por 38% e o equilíbrio mental, por 26%. O receio quanto à situação econômica do país foi citado por 43% e as turbulências políticas, por 28%”, expõe.

Esses são alguns tipos de preocupações as quais o corpo reage. “O estresse, dadas as circunstâncias, aumentou em mais de 70%, e poucos indivíduos já fazem o uso de tecnologias direcionadas para esse campo. Trata-se de uma grande oportunidade de mercado para profissionais, empresas e startups desenvolverem e oferecerem produtos e serviços ligados ao bem-estar e à saúde”, afirma o sócio e cofundador da filial brasileira da The Bakery, Marcone Siqueira.

Como seu corpo tem reagido a todos esses acontecimentos?

Fonte: Nube

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